
"O que se diz quando se está bêbedo já foi pensado com antecedência"!
Este é um provérbio flamengo que aprendemos aquando da nossa viagem à Flamênguia! Ainda hoje recordamos as situações deveras engraçadíssimas dessa jornada que nos levou três dias: um para ir, um para voltar e outro para aprender este provérbio. Nos intermeios ainda conhecemos a verdade sobre a oratória das corujas!
É portanto a essa mesma altura que remonta a situação muito do engraçadíssima que aqui queremos partilhar. Desengane-se quem pensa que a coruja faz "tu-whit, tu-whoo"! Fechem a boca e deixem o ar de espanto para depois. Nós sabemos que é difícil de acreditar mas por mais que custe neste blog só vivem e viverão verdades verdadeiras. O juiz decidiu, está decidido.
Mas voltando à coruja que encontrámos na Flamênguia, ora pois a história foi assim. Olhámos para ela. Ela olhou para nós. Espantámo-nos. "Porquê?", perguntam vocês? "Ela não fez tu-whi, tu-whoo?". Incrédulas perguntámos ao tratador da coruja: "Cadê o tu-whit, tu-whoo?" (tudo em flamenguês) e a verdade atingiu-nos como um raio no nosso coração. Ficámos muito do machucadas.
A verdade nua e crua, disse ele, é que jamais uma coruja fez "tu-whit, to-whoo". Vejamos: as corujas de celeiro piam, as corujas de orelhas curtas são muito silenciosas. Uma coruja de orelhas compridas emite um prolongado e baixo "oo-oo-oo". O som emitido por uma coruja que mais se parece com "tu-whit, tu-whoo" pertence às corujas do mato. A duas. A coruja do mato macho - também conhecida por coruja castanha - emite o pio "hooo-hoo-hooo", e a femêa responde-lhe com um rouco "kew-wick".
Vale a pena pensar nisto!